É algo em torno de uns 12kg a perambular pela casa, fazendo a maior algazarra. Fazendo toda sorte de estripolias, descobrindo o que há, ou ainda há de lúdico no mundo transtornado pelo egoísmo e indiferença. São 12kg que me ensinam quando mais penso ser eu a ensinar. Na verdade, descubro que os tais 12kg de pura alegria são a expressão de várias coisas boas na minha vida. Mas só sei, ou constato isso porque mantenho certa interação. O que ela me ensina? Ah! Ensina conceitos tão complexos que às vezes nem mesmo eu sei explicar. Algo existencial, filosófico, que me explica os mais paradoxais sentimentos que cultivo no meu ser.
Reclamo do barulho que ela faz, pra logo mais, reclamar do silêncio que reinou no barulho que ela deixou de fazer. Quero paz, pra me inquietar com a ausência de conflitos e desatinos sonoros de felicidade que desconcentram. Portanto, vejo-me perdido numa confusão incoerente de sentimentos. Sentimentos que desejam a libertação das agonias e medos e sentimentos que desejam prender-se ao que antes eram grilhões. Descubro que as cadeias de ser pai me são o retrato da alforria do ser, própria e ontologicamente falando. Descubro que meus erros dentro desse processo são erros que me fazem aprender a acertar. E que o acertar, sob a optica da criança, é quase sempre a encarnação da chatice. O inconveniente pro adulto geralmente é o bacana no universo infantil. Pois bem..
Nessa aventura de ser pai descobri que o melhor de tudo não é ser o provedor financeiro do lar. Não é ser o cara que enche a casa de brinquedos. Não é ser o cara "bacana" e irresponsável que atende todos os caprichos infantis. Descobri que minha filha, os 12kg mencionados acima, incondicionalmente me ama até mesmo quando falho.... Ou quando choro - coisa que pra ela é a expressão da tristeza de alma - ela me afaga e incentiva dizendo (acredite se quiser) que estará sempre ao meu lado. A despeito de saber que sou eu quem a protege, em situações do tipo ela se ensina que devemos abrir mão de nossos sentimentos de auto-preservação egoístas pra entender que nossa preservação reside na preservação de quem a gente ama. Jesus ampliou esse conceito ao dizer que o nosso próximo deveria ser amado como nós nos amamos a nós mesmos. Ou seja, minha filha me ensina que o meu bem-estar significa não só um gesto de amor e de bemquerença. Significa muito mais. Significa que os laços de afeto devem ser estabelecidos como símbolo de algo que transcende quaisquer tramas verbais.
Mas vamos ao ponto, visto que não desejo me alongar demais.
É que custo a entender, sem conseguir entender evidentemente, como que alguns sucumbem à tentação de não se entregar aos encantos e perigos da relação entre pais e filhos. Seja pela danação das grandes cidades, com seus cantos de sereia que nos iludem com a "verdade" dissimulada de que se não nos dedicarmos mais aos outros afazeres haveremos de perder nossos filhos. Aí, via de regra terceirizamos nossas responsabilidades. Já perceberam as mudanças radicais que se deram neste mundo a que muitos chamam de pós-moderno? Não?! Vamos a elas. Vou narrar um pouco do tempo em que vivi e logo em seguida menciono os tempos que hoje assisto. Aí vocês podem juntamente comigo perceber as diferenças assustadoras:
1) Nos meus tempos de criança, eu assistia os smurfs, os Flinstones, a família Jetson, brincava na rua praticamente o dia inteiro, almoçava à mesa com meus pais...
2) Nos meus tempos de criança, meus pais de fato me educavam, ensinando-me o certo e o errado, porque no passado, tenho eu a impressão que havia a definição clara do que era certo e o que era errado.
3) Nos meus tempos de criança, eu vivia um tempo mágico, de sabores, afetos, encarnações da presença de Deus no toque de quem eu mais amava, na figura de tios e tias, avós e professoras das primeiras letras.
4) Nos meus tempos de criança eu não desperdiçava meu tempo fazendo outra coisa que não me entregando aos prazeres de somente brincar. E brincar não era coisa séria. Quer dizer, tinha um quê de seriedade, mas nada tão sisudo a nos exigir tantos protocolos.
5) Nos meus tempos de criança, polícia era polícia e bandido era bandido. E nós, todos nós, torcíamos pela polícia. Quem, que viveu no meu tempo, não sonhou em ser policial?
6) Falando nisso, nos meus tempos de criança, eu sonhei em ser astronauta, gari, aviador, bombeiro, voluntário da Cruz Vermelha e sorveteiro. Todas as minhas escolhas baseavam-se no meu sentimento de utilidade. Naquilo que proveria o mundo de segurança e satisfação. Ser sorveteiro, representava o oferecimento de alegria ao outro, na satisfação de um desejo gelado. Lembro-me quando ele apontava na minha rua e todos o rodeavam contagiados pela expectativa de provar as delícias de uma iguaria tão simples e de sabor indefinido. Era uma misturada naquele pote metálico, visto que o de goiaba misturava-se ao que ele dizia ser sorvete de creme, mas que tinha gosto de caramelo. Enfim... Custava tão barato e oferecia uma alegria tão imensamente reconfortante.
Eu percebo hoje em dia que as coisas mudaram muito. Percebam mediante a comparação que o que digo tem razão de ser:
1) Nos tempos de hoje, pobres crianças... Assistem Dragons sei lá o quê, desenhos que "ensinam" que o mundo lá fora é o do mais forte. Já repararam, por exemplo, que existem poucos desenhos expondo o cotidiano da família? Lares que representam pais, mães, filhos, regras, etc... Portanto, não se impressione ou estarreça se o seu filho, amanhã, desejar ser o boneco perverso do joguinho de vídeo-game. Este é que assusta e o que é poderoso. O bem, tem dado lugar ao mal no universo nada ingênuo da criança de hoje. Não se assuste se seu filho entender que o conceito de família é um conceito obsoleto, ultrapassado, sem utilidade para os tempos dele.
Doutro lado, temos aqueles desenhos que praticamente ensinam tudo às crianças: Como comer, brincar, estudar, ser agradecido, etc.... Sim, porque os pais não têm mais tempo pra essas bobagens educacionais. A interação se dá por meio de fibras óticas e de monólogos que ensinam o que alguém decidiu ser importante que TEU filho aprenda.
2) Nos tempos de hoje, os pais terceirizaram o cuidado de seus filhos. Um batalhão de babás e auxiliares se desdobra pra cumprir as responsabilidades que deveriam ser exercidas por quem deveria exercê-las de fato e de direito. Não existe mais o toque, a cumplicidade entre pais e filhos, o elo que se desenvolve a partir das relações de afetividade entre os que são o mesmo sangue. Não.... Isso ficou pra trás. Hoje, muitas babás não podem ser demitidas, não porque sejam boas profissionais.. Não, elas não podem ser demitidas porque as crianças entrarão em depressão. Entre mães e babás muitas crianças escolheriam as últimas. Não se espantem. Babás são mais importantes que mães no universo de muitas crianças. São elas que estão lá quando os dentes de leite amolecem. São elas que cuidam dos ferimentos. Elas que ensinam os primeiros passos na bicicleta e que ajudam a evitar quedas. São elas que emocionalmente recebem o dom da lealdade, porque com elas, as crianças aprenderam a enfrentar os temores do mundo.
Além do mais, hoje em dia, o que é certo e o que é errado? Lugar onde tudo se relativizou, como saber se o que faço é certo, se pro outro o certo que faço é o errado que não deveria ser feito?
Até castigos físicos estão terminantemente proibidos. E quase sempre a proibição parte de quem nunca teve filhos. E nem pretende, porque filhos são a anunciação de que eles, os profissionais da educação psicológica "soft", perderão o controle sobre eles mesmos. Soube de uma criança que chamou a polícia com o propósito de intimidar seus pais. Sabia ele que poderia exercer um poder que submete muito mais. Sob ameaça e coerção, seus pais não poderiam discipliná-lo. Isto se deu nos Estados Unidos, e talvez muito seja explicado sobre o porque alguns entram em ambientes repletos de gente descarregando munição pesada em corpos inocentes. Extravazam a ira como que a sinalizar um aviso relevante: Vejam o monstro que alguns construíram. Vários jovens não conseguem estabelecer uma relação natural com as frustrações da vida. Não sabem receber um NÃO. Não sabem obedecer as leis naturais da existência. São adultos mimados que construíram um mundo de alucinações paranóicas, onde são senhores soberanos. Por isso, talvez, muitas Eloás irão morrer. Por isso, certamente, muitos ainda se perderão ao longo da estrada humana.
Os tais experts da psicologia se esquecem, claro, que muito mais fere a palavra dura, descaridosa, que a palmada propriamente dita (se desejar, depois confira este vídeo). Conheço gente destruída pela palavra sem sequer ter sido tocada. Gente doente na alma, na auto-estima, no íntimo do ser por coisas ditas num passado que os persegue todos os dias. Gente que se analisa diariamente nos divãs, que sabe a razão das paranóias existenciais que enfrenta, das frustrações inerentes, mas que não consegue se livrar do eco de palavras que perturbam a mente.
Por outro lado, conheço adultos felizes, desencanados, que levaram lá umas palmadas em razão de traquinagens infantis. Gente adulta que entendeu serem aqueles castigos físicos a expressão de amor paternal. Minha filha mesmo, leva lá umas palmadinhas vez em quando, mas que alguns minutos depois já está a me abraçar. Percebi, por experiência mesmo, que o que a machuca mais é a indiferença e descaso.
Hoje, o chique é só dialogar, resignar-se enquanto o filho interage com o mundo pedagógico das drogas, do vício cibernético. Enquanto aprende a cultivar amigos que nunca viu. E os de perto, bem, os de perto são quase sempre relegados ao esquecimento frio. A propósito, é característica natural da internet aproximar os distantes e afastar os mais próximos.
3) Nos tempos de hoje, diferentemente, afeto virou mercadoria rara e cara. Geralmente confundida com atenção fragmentada. Ou seja, demonstra-se afeto numa espécie de troca material que faz-se simbólica: Dou-te um presente e tu me dás um sorriso fingido de que tudo está bem, para o bem da consciência ferida e culpada. Parece que involuímos. Parece não, involuímos de fato. Ora tratamos nossos filhos como chefes de uma etnia tribal distinta, ora tratamos como Chefes de Estado em que os mimos são exigências protocolares.
4) Nos tempos de hoje, até as brincadeiras mudaram. Quando as crianças têm tempo para se dedicar às brincadeiras, claro. É que estão tão envolvidas nas aulas de balé, karatê, informática, inglês, natação, piano, futebol, que simplesmente não sobra tempo pra certa bobagem hoje dispensável. E quando se brinca, a atmosfera do lúdico assume certo ar de responsabilidade formal. Não se suje, não grite, não escorregue com a roupa nova, não tome banho de mangueira no sol quente, coloque uma sandália, não tome água no copo do outro, etc. etc. etc... No fundo, acho que é bem chato ser criança hoje em dia. Não se brinca de pião, de roda, de esconde-esconde, de tica, de amarelinha. Nada! Isso é coisa arcaica. Soube até do museu do brinquedo... Tu não sabes? Pois é... Guarda-se lá as quinquilharias que fizeram a minha infância feliz e saudável: Piões, bolas de gude, iô-iôs coloridíssimos, cavalos de pau, bonecas de pano de chita e uma série infindável de coisas que perdeu espaço para os brinquedos eletrônicos fabricados por pais chineses escravizados pelo capitalismo.
5) Nos tempos de hoje, torcemos pelo bandido da novela. As crianças aprendem desde muito cedo que ser bacana é ser esperto, ou não ser trouxa por ser leal aos amigos e o que mais vale é se dar bem, seja a que custo for. Os bandidos de antigamente eram feios, sujos, com dentes estragados, donos de um vocabulário desprovido de gentilezas. Hoje, ah! hoje em dia as coisas mudaram. Eles estão bem vestidos, falam bem e desenvoltamente, são rostos agradáveis e possuem mentes fascinantes. Não são mais facilmente identificados. Agora é bem mais difícil constatar um logo de cara.
6) Nos tempos do hoje, a criança aprende desde cedo que o bacana é escolher a profissão tendo em vista a tão sonhada estabilidade. Gari?! Nem pensar. É que antigamente a criança escolhia sua profissão baseada na especulação de que ela seria ou deveria ser útil à Sociedade. Sua escolha também estava associada ao componente de heroísmo sempre ligado às profissões como as cogitadas acima. Hoje não. Pergunte a uma criança o que ela deseja ser quando crescer e você ficará impressionado com a "segurança" de suas escolhas. Levantou-se um batalhão de médicos, advogados, magistrados, promotores, empresários, jogadores de futebol, modelos, etc... Nada de garis, bombeiros, nada de policiais. Ou quase nada. Virou moda desejar ser rico. Deixou de ser moda sonhar em ser útil.
Louvo a Deus porque aprendi tudo isso vivendo cada dia ao lado de minha filha. Aprendi que na verdade, tudo o que ela aprendeu é fruto do que aprendemos juntos, eu e ela. Aprendi que ela não deseja presentes sem a minha presença. Que tudo, até a boneca mais bacana não tem muito sentido se o pai e a mãe dela não estiverem vivendo aquele momento de conquista. Aprendi que mais valem os minutos de convivência barulhenta e melequenta do que a opulência das formalidades que desconhece os anseios do mundo infantil.
Aprendi que sorrisos nascem, ou devem nascer, como resultado de uma alegria pura, sem expressões falseadas pela gentileza hipócrita. Que gargalhadas representam muito mais hoje pra mim, porque elas trazem de volta o mundo mágico que vivi no passado. E assim, posso reviver tudo de novo, com a maturidade tosca de quem amadureceu pra constatar que o amadurecimento nada mais é que o deparar-se com a realidade e mudar quando se está na rota errada, que geralmente nos conduz ao abismo.
Aprendi que os mundos do ontem e do hoje devem interagir mais. Pra quê? Simples... Pra que juntos possamos fazer o mundo do amanhã bem melhor, a existência de uma humanidade que perdeu o medo de sonhar e de ser feliz. Simplesmente feliz. Sem reinos e castelos de concreto, mas construídos de sonhos e de esperanças. Só isso...
Os 12kg que hoje inundam meu ser de felicidade e determinação pra vencer os obstáculos, se chama Letícia. Expressão da felicidade plena e do sorriso que encanta e enternece. Com ela mais aprendo quando justamente tento ensinar. Aconselho a todos que ainda têm tempo de fazer isso que façam. Porque o tempo não comprou passagem de volta e o futuro poderá nos dizer que aquela barulhada toda não passa de ecos de uma lembrança que nos faz ansiar ter uma nova chance de viver tudo de novo.
Crie filhos, mas crie sonhos também. O mundo agradecerá.
Um grande abraço a todos.
6 comentários:
Prezado Renato,
Quero agradecer por ter nos dado esse artigo de presente. Sim. É verdadeiramente um presente relembrar da infância a partir de palavras tão lindas, que fazem emergir a criança que existe em nós, trazendo-nos as maiores e melhores recordações que alguém pode carregar consigo.
Éramos felizes, pois nosso único compromisso era brincar, correr, subir e descer em árvores.
Éramos felizes porque a infância acalentava nossos medos, dando-nos ternura e coragem para seguir uma trilha cheia de possíveis monstros. Eu mesma já desbravei muitos terrenos baldios. E como era bom descobrir...
Penso que Deus, ao nos dar a oportunidade da maternidade e paternidade, permite que tenhamos mais uma chance, senão a última, de voltar àquilo outrora vivido ou de viver pela primeira vez a magia do que é ser criança. E como ficamos bobos com as menores coisas, com os mais simples gestos e palavras. É como se estivéssemos sós, apenas nós e nossos filhos, num terreno ainda não descoberto, vivendo uma superfantástica aventura, onde cada obstáculo vencido é merecedor de um prêmio: o da alegria contagiante, substituível por nada. Nada compra momentos únicos!
Reconstruímos-nos e renascemos através desse amor infinito e imensurável, que é o de ser pai e mãe.
Parabéns!
Heloísa.
Querida Heloísa,
É sempre gratificante ler suas falas. A interação que mantemos nesta relação articulista x leitor tem se demonstrado proveitosa. E fico feliz por isso. E você entendeu perfeitamente o que quis dizer.
No entanto, não imaginei que ao me conceder um presente, estaria também presenteando a outros. Revisitei minha alma e colhi os frutos do encontro comigo mesmo e com o aquilo com que tenho interagido. Neste sentido, expus o meu encontro com os encontros que tenho com minha pequena filha. Sei que nem todos podem ter o que tenho: Tempo com os filhos. Mas o que busquei expressar foi que esses momentos devem ser aproveitados ao máximo, pra que fiquem indelevelmente marcados em ambos. Esse era um dos propósitos do artigo.
E é uma pena que os monstros da vida pós-moderna não sejam mais aqueles que enfrentávamos no caminho do passado. Nas trilhas aventureiras do universo infantil. Pena que estamos passando por uma espécie de reprogramação existencial. Onde o outro não é parte de mim, mas algo que meu organismo deve repelir em nome da sobrevivência neste mundo cão.
Eu tenho aproveitado a chance valiosa concedida por Deus. Aproveitado cada minuto. Vivido intensamente cada momento. E tenho feito festa, muita festa! Minha casa virou uma espécie de arraial de celebração cotidiana. Acredite.
É claro que o meu artigo demonstra mais o mundo ideal que meio se perdeu no passado. Mas, por outro lado, revela que o real não necessariamente deve vencer nesta luta.
Um grande abraço.
Caro Renato, belo artigo. Traz nos à memória, mais uma vez, a importância do Evangelho para o ser humano. Só por meio dele homens e mulheres podem voltar ao plano original de Deus e tornarem-se pais e mães segundo a Sua vontade, libertos do materialismo deste mundo. O triste é perceber igrejas conformadas com este século onde a pregação deixou de ser profética. Queira Deus, Ele mesmo levante uma geração que conduza seu povo de volta aos preceitos puros da Palavra.
Continue escrevendo. Forte abraço,
Ageu.
Rev. Ageu, muito obrigado pela visita e comentário. Havia muito o senhor não passava por nesta humilde confraria.
Concordo com seu ponto de vista. Homens e mulheres movidos pela ganância e vaidade na maioria das vezes têm se perdido e afastado dos princípios educacionais prescritos na Palavra de Deus. Isto tem causado grande prejuízo às famílias e certamente revelerá os efeitos terríveis como já se apresentam através de algumas convulsões sociais.
Realmente é necessário que a Igreja resgate o teor profético de uma pregação contracultural a um mundo que anda convalescendo julgando ter a mais perfeita saúde.
Um grande abraço.
Querido e prezado Renato,
Recordar e viver são os melhores remédios pros males da vida.
Um dia, um psicólogo disse a mim o seguinte:
"A infância é a melhor fase da vida de alguém, mas também é a mais curta. Quando menos a gente vê, ela já passou. Portanto, aproveite!"
Nunca mais esqueço...
Grande abraço.
Heloísa,
Muito obrigado mais pela visita e comentário.
Concordo com o psicológo, só complementando a dizer que todas as fases, assim como a vida, passam voando...
Ocorreu-me agora aquele texto de Chaplin sobre o processo da vida:
“A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante, faz festas e se prepara pra faculdade. Você vai pro colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos meses de vida flutuando...
E termina tudo com um ótimo orgasmo!
Não seria perfeito?!”
Charles Chaplin
Discordo do fato de entregar-se ao alcool, mas, a inversão cronológica é bem interessante (risos). Coisa de artista. Mas já que aprouve fazer Deus diferente do que os artistas cogitam, aproveitemos a vida conforme ela se mostra.
Um grande abraço..
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